
Com perícia se obtem a verdade, e com a verdade se faz justiça.
"Obra do nosso amigo e professor Dr. José Ricardo Bandeira, que aborda o tema das Fraudes e Golpes, com uma linguagem simples e de fácil entendimento, ou seja um livro que deve ser lido por todos os cidadões de bem deste país".
Dr. Ricardo Tavares
Perito Judicial
Perito Grafotécnico
Perito Documentoscopia
Perito Computação Forense
Especialista em Segurança da Informação
Analista em Segurança Patrimonial
Auditor em Segurança Patrimonial
Pós-Graduando em Perícia Criminal
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Espionagem Empresarial
Com o avanço da tecnologia, os sistemas de espionagem tornaram-se cada vez mais sofisticados e eficientes. Por outro lado, estão também cada vez mais sofisticadas as medidas de proteção.
Muitos executivos não avaliam corretamente a importância da proteção das informações dentro das empresas que dirigem. Informações sobre preços, planos de investimentos, empregados, clientes, novos produtos e novas tecnologias são alvos dos concorrentes que, às vezes, pagarão qualquer preço para consegui-las. Em outras circunstâncias, empregados ou ex-empregados podem espionar para prejudicar o patrão. O empregado justifica-se por muitas razões, entre elas, a visão do furto como vingança ao patrão que o explora e, por isso, acredita que tem o direito de roubar a empresa. Em outros casos, o empregado precisa de dinheiro para uma emergência e comete o furto em conseqüência disso. Às vezes ele acha que ninguém sentirá falta do dinheiro ou da mercadoria.
Um governo pode espionar para obter informações relacionadas a inquéritos de natureza criminal ou financeira; marido ou mulher podem espionar um ao outro, para descobrir casos de traição, políticos podem espionar para descobrir informações sobre rivais, outros para chantagem e assim por diante. Qualquer um pode ter interesse em espionar.
História
No Brasil foram divulgados vários casos de espionagem empresarial.
Um dos casos mais famosos é o da Coca-Cola que teve acesso a segredos de estratégias de vendas e marketing da rival Pepsi. A marca Pepsi era franquia do grupo argentino Baesa e tinha como objetivo aumentar sua participação no mercado brasileiro de refrigerantes, controlado pela Coca-Cola, que dominava cerca de 50% das vendas, comparado com 6% da Pepsi.
A Baesa tinha como objetivo chegar a 30% de participação no mercado em poucos anos. Foi descoberto que um técnico de som gravou reuniões da Baesa e entregou as fitas das conversas à Coca-Cola, que ficou sabendo de todos os planos estratégiocos da Pepsi, podendo assim tomar as medidas adequadas para se prevenir. A Pepsi, que conseguiu aumentar as vendas no começo para 8% do mercado, despencou para 4% em tempo muito curto e depois de 6 meses o grupo Baesa vendeu a franquia da Pepsi para a Brahma.